André de Moraes
Já prevíamos, quando das eleições de 2008, que a situação da cidade de Manaus seria ruim com o prefeito eleito. Todavia, hoje penso que todas as nossas piores expectativas estavam muito aquém daquilo que estamos vivendo. Recebo a ligação do grande companheiro Maiká, nervoso e revoltado me relatando o acidente com um ônibus expresso na Alameda Cosme Ferreira, que fez vítimas fatais. Revolto-me e fico pensativo. Chegamos ao extremo de pagar com vidas. O que mais poderá acontecer?
O planejamento e gestão urbana em Manaus nunca foram levados a sério. Entretanto não é possível afirmar que eles não existam. O problema são as mãos que conduzem esse processo e suas motivações. Uma vez esvaziado o papel do estado, entra em cena a iniciativa privada com seu objetivo-mor, o lucro, e gere a cidade segundo seus negócios. Quem garantirá o interesse público? O transporte coletivo tornou-se individual quando somos forçados a admitir que seus benefícios só residem no bolso dos empresários. De coletivo, restam todas as mazelas que o sistema proporciona: mal estar, assédio, desconforto, demora, lotação, perigo, etc. e etc. A população é educada ideologicamente pela mídia no sentido da naturalização desse processo e se detém alheia aos problemas que só os afetam quando atingem aos seus. Todas e todos pagam, muitos sofrem, poucos se indignam, menos ainda se manifestam e muitos ainda reclamam de quem protesta. O palco está montado para uma ampla discussão de como superar o problema.
Parecemos estar longe de uma solução. A licitação não é levada a sério. Estatizar o sistema está fora de cogitação. A condição de trabalho dos motoristas e cobradores é depreciadora. O fomento ao carro particular. A gestão pública sendo feita com interesses privados. Um parlamento municipal e estadual, em sua maioria pelego, sendo “massa de manobra” de caciques políticos. A representatividade não dá conta do cenário político atual. Muitos são os fatores e poucos são os atores. Somente a população pode dar o eco necessário às poucas vozes políticas, tais quais José Ricardo, Marcelo Ramos e Praciano dentre outros, com quem eu sei que podemos contar.
Esse cenário parece desesperador e tomara que o seja. A despeito dos problemas técnicos, precisamos de seriedade e competência de profissionais que forneçam a leitura adequada do sistema. O caráter político, transversal da discussão dos “problemas urbanos” parece ser uma reflexão sempre urgente. Compaixão ou pena não são bastam às pessoas que perderam os seus no acidente. Rezas e orações têm seus limites e nunca serão suficientes. Mãos delicadas com os que choram e firmes com os que exploram são muito mais construtivas. Mentes populares, coletivas, pensantes, críticas, criativas e propositivas podem, e devem, induzir um acidente no percurso político. Mas enquanto o Amazonino e seus comparsas estiverem aí, esse acidente pode até acontecer, mas sempre estará no seguro total. Por isso, Fora Amazonino!
...
Mostrando postagens com marcador Populismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Populismo. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 5 de abril de 2011
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Fora Amazonino!
Hoje, ao chegar em casa, acesso o twitter pelo celular e me deparo com algumas mensagens indignadas com o Amazonino. Até então, nenhuma novidade. Numa delas, havia um link para o YouTube e assisti ao vídeo que realmente justifica as mensagens que eu havia lido. O vídeo retrata o prefeito de Manaus, Amazonino Mendes, no auge do seu descontrole “sugerindo” para a moradora de uma área de risco que “Morra” por três vezes (igual a Pedro negando Jesus) depois desta ter dito que morava ali por não ter opção. Não satisfeito, pergunta sua origem e ao ouvir “sou do Pará” solta: “pronto, tá explicado!”. E entendo a indignação dos tuiteiros e promovo o assunto para meus poucos seguidores. E me motivo a escrever um registro para o blog.
Minha primeira reação foi uma indignação do tamanho dos problemas que a cidade enfrenta por omissão e incapacidade de gestão pública. Como pode uma reação dessas? Vi que a repercussão já conta no mínimo com Globo, Folha, G1, UOL, etc. que, embora eu tenha restrições a tais veículos, reconheço que atingem um público muito amplo. A assessoria tentará explicar. Os coniventes/parceiros/dependentes de Amazonino ficarão calados. Os vereadores da situação esperarão um pouco para ver se devem ou não abandonar o barco do “capitão Negão”. A oposição irá pra cima (espero). Mas quem vai definir isso é a população. Por isso devemos dar um basta nessa política de “faz de conta” que já não engana mais a ninguém e tomar as ruas numa só voz: FORA AMAZONINO!
Esse episódio é só um estopim para uma revolta latente do povo manauense. Temos que registrar nossas impressões sobre o ocorrido e direcionar essa mudança que já está em curso desde as manifestações pela meia-passagem. Seguir o exemplo do Egito e externar a revolta de quem está segregado nas áreas de risco e ainda tem que encarar preconceito daquele que deveria trazer sua solução. Que morra e seja enterrada a velha política populista que maquia a realidade e que de sua compostagem sujam alternativas para a justiça social e o direito à cidade. Enquanto isso não acontecer, que não haja paz no mundo politiqueiro na qual Amazonino representa o que há de pior.
André de Oliveira Moraes
Confira abaixo o vídeo da cena.
Minha primeira reação foi uma indignação do tamanho dos problemas que a cidade enfrenta por omissão e incapacidade de gestão pública. Como pode uma reação dessas? Vi que a repercussão já conta no mínimo com Globo, Folha, G1, UOL, etc. que, embora eu tenha restrições a tais veículos, reconheço que atingem um público muito amplo. A assessoria tentará explicar. Os coniventes/parceiros/dependentes de Amazonino ficarão calados. Os vereadores da situação esperarão um pouco para ver se devem ou não abandonar o barco do “capitão Negão”. A oposição irá pra cima (espero). Mas quem vai definir isso é a população. Por isso devemos dar um basta nessa política de “faz de conta” que já não engana mais a ninguém e tomar as ruas numa só voz: FORA AMAZONINO!
Esse episódio é só um estopim para uma revolta latente do povo manauense. Temos que registrar nossas impressões sobre o ocorrido e direcionar essa mudança que já está em curso desde as manifestações pela meia-passagem. Seguir o exemplo do Egito e externar a revolta de quem está segregado nas áreas de risco e ainda tem que encarar preconceito daquele que deveria trazer sua solução. Que morra e seja enterrada a velha política populista que maquia a realidade e que de sua compostagem sujam alternativas para a justiça social e o direito à cidade. Enquanto isso não acontecer, que não haja paz no mundo politiqueiro na qual Amazonino representa o que há de pior.
André de Oliveira Moraes
Confira abaixo o vídeo da cena.
Marcadores:
Áreas de Risco,
Artesão do Espaço,
Cidade,
Corrupção,
Défcit Habitacional,
Fora Amazonino,
Indignação,
Invazão,
Manaus,
Moradia digna,
Políti(ti)ca,
Populismo
Assinar:
Postagens (Atom)